25.11.08

Juventude e Psicologia

Juventude não é simplesmente um período de vida.
Finalizando a nossa adolescência, iniciamos um momento no qual somos levados à mudanças de atitudes significativas que determinarão o nosso “futuro”. É na juventude, a partir dos 15 anos, aproximadamente, que surgem as nossas primeiras grandes responsabilidades, como, por exemplo, a busca de nossa independência social e financeira. É, também, nesse período,que cronologicamente terminaria por volta dos 35 anos, que, dentre outras coisas, conquistamos nosso primeiro trabalho. Quase sempre, inseguros e com muitas dificuldades, ingressamos no mercado. Surge maiora curiosidade , maior interesse e, optamos por nossa futura profissão.
Entramos na juventude, biologicamente cheios de força e vigor, mas, psico e socialmente, ainda pouco definidos.
É na juventude que encontramos o nosso primeiro amor; nossas primeiras experiências sexuais bem sucedidas; desenvolvemos nossos ideais políticos, enfim, nos apaixonamos por tudo ou quase tudo. Desejamos construir nossa família e nos casamos. Assim, iniciamos as fases mais complexas em nossas vidas, sendo algumas, irreversíveis ou definitivas. A juventude é um momento importante no ciclo da vida. É necessário estar consciente, equilibrado e, de certa forma, bem orientado para viver este momento.
Problemas psico-emocionais, muitas vezes, impedem que este processo transcorra de forma a proporcionar o sucesso esperado, sendo necessária ajuda de um profissional especializado a fim de se obter oportunidades de repensar escolhas e decisões tomadas imatura ou precipitadamente.
Portanto, Juventude não é somente um estado de espírito um efeito da vontade, uma qualidade de imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória da coragem sobre timidez, mas um ciclo da vida , que como todos os demais, precisa ser construído com equilíbrio e sensatez.

16.11.08

Engenho Central

Como é bom recordar o tempo de criança e sentir a saudade dos momentos vividos no Engenho. Este tempo que passa ligeiro não apaga de nossa memória a doçura de tê-lo ainda tão próximo de nós.
Engenho Central! Lugar onde o sol parecia tão claro e forte...O seu dia sempre foi mais extenso...As suas belas tardes sempre foram anunciadas pelo revoar de andorinhas e pardais, que deslizavam livremente, passeando entre nuvens multicores. Que tardes lindas! Maravilhosas!Sem outra igual!
Suas noites frescas, serenas, escuras, cujo céu sempre estrelado, parecia traçado por linhas imaginárias que revelavam infinitos caminhos... Segredos do universo.
A lua, quando cheia, surgia por de trás da chaminé, esplendorosa. Seu brilho iluminava telhados, terreiros e as ruas, permitindo que a meninada feliz, corresse de um lado ao outro, no pique-esconde,no pega-pega, no chicotinho queimado,trazendo animação sem fim...
As pessoas que ali moravam, pareciam mais alegres. A criançada, parecia mais inocente. Todos pareciam viver felizes, despreocupados e contentes...
Ah! O tempo não pára...E hoje sinto que ele correu muito rápido...
Nós, as crianças que tivemos a alegria de tê-lo tido como berço, hoje já somos homens e mulheres, adultos. Mas, apesar de dispersos pelo destino de cada um, continuamos unidos por lembranças inesquecíveis. Sobre isto, eu não tenho dúvida!
Para nós, hoje, com certeza, o dia é muito breve, as tardes não têm cores, as noites não mostram estrelas e a luz da lua não faz sentido.
O tempo passou, é certo, mas não conseguiu apagar de nossa memória o perfume do melaço, o ranger dos carros-de-bois, o zunir dos apitos da sua chaminé, o barulho do vento _ desde o velho bambuzal ao distante canavial...
E, é certamente por isso, querido Engenho Central, que já não sendo crianças, continuamos te buscando, para quem sabe, voltarmos a sentir o brilho do teu sol, a brisa suave do teu entardecer e o frio gostoso do sereno que ainda cai nas tuas escuras noites.
Buscamos-te enfim, para deixar transparecer em nossas faces o sorriso das crianças, como no tempo do esconde-esconde, redescobrindo em cada um de seus pequenos cantos, os grandes e velhos amigos que ainda somos.
Niterói, 23/3/2000

O Amor

Quando se ama pra valer
não basta apenas querer...

O sol tem mais brilho
a lua, mais frio.
Mais longo é o dia,
maior é a alegria.

As aves parecem mais belas;
as flores mais singelas;
as nuvens revelam mais cores;
os astros reluzem mais brilhos.

E nesse enorme infinito,
o Terra é o mais bonito.

O contrário é o certo.
O mar parece concreto.
O olhar insinua o secreto e
A gente quer sempre estar perto.

...É um sonho que se alcança,
A música que leva à dança...
Na mente domina a esperança.

O amor precisa ser feito.
E,quando ele aperta o peito...
aí...aí..., não tem jeito...
(27/01/2000)