Dia 29 de agosto é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo
Em favor do Tabagismo há indústrias, revistas propagandas implícitas, há divulgação, há dependência a nicotina.
A favor do Tabagista têm que estar a “saúde” e seus profissionais. É papel de cada profissional de saúde abordar esse tema com o reconhecimento da necessidade de uma equipe “multi e interdisciplinar” olhando o paciente de uma forma integral, entendendo-o como pessoa, não como parte, para assim valer a verdadeira lógica da saúde.
Segundo a psicóloga Juliana A. de Oliveira (UNIMED) o tabagismo é um tema amplo, complexo, que aborda inúmeras questões, de âmbito sócio-cultural e individual, exigindo a participação das políticas públicas, como as campanhas de prevenção e educação ao combate ao fumo.
Hoje, o tabagismo é considerado uma doença crônica, incluída pela OMS desde 1993, no grupo de transtornos mentais e comportamentais
A dependência à droga é conceituada pela OMS como: “um padrão comportamental onde o uso de determinada droga psicoativa passa a ser mais importante do que qualquer outro comportamento anteriormente considerado prioritário”.
A droga psicoativa, altera o SNC (Sistema Nervoso Central), modificando o comportamento, o humor, a percepção, o estado emocional do sujeito.
Ao se buscar no dicionário, o conceito da palavra “depender” esta foi encontrado, contendo o seguinte significado: “estar na dependência de; estar sujeito, subordinado a; estar sob domínio, autoridade, influência ou arbítrio de; ser a conseqüência de; não ter liberdade.”
Assim, traçando um paralelo entre o significado de “dependência” elaborado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e a palavra “depender”, pode-se pensar na complexa questão da dependência e entender melhor a próxima relação que existe entre a pessoa e a droga.
No sentido da dependência psicológica, a droga passa a comandar a vida daquele que a usa, a predominar sobre suas ações.
Um dos mecanismos que regem o funcionamento mental foi definido por Freud, como o Princípio de Prazer. Este se caracteriza como a “atividade psíquica no seu conjunto tendo como objetivo evitar o desprazer e proporcionar o prazer”.
Mas para além dos sintomas físicos existe associado a estes, o que se caracteriza por “uma necessidade” de se utilizar a droga, que vai além do corpo biológico, do organismo – a dependência psicológica. Há uma “necessidade” de obter prazer, de encontrar bem-estar, de aliviar a angústia, de evitar a “dor” de existir, de sanar o desconforto. Tanto é que, a ausência desta droga, representa uma “sensação” de intenso mal estar.
A dependência psicológica se refere a uma dependência subjetiva, de alguma coisa que está faltando, e por isso existe algo que está incomodando, e que este indivíduo procura se livrar. Sendo assim, como o cigarro é uma droga psicoativa que altera o SNC provocando uma sensação de prazer, este, como outras drogas, diminui por alguns minutos essa sensação de mal-estar.
O cigarro, ilusoriamente, preenche um pouco o vazio e alivia a sensação de angústia, que é comum aos fumantes.
É importante ressaltar que o alívio causado pela sensação de prazer é momentâneo, e por ser assim, não alivia a angústia, não resolve os problemas que os acometem, não modifica a vida, a história de cada um.
A relação entre tabagismo e perfil psicológico vem sendo intensamente pesquisada em diversos países nas últimas décadas. No entanto á associação a distúrbios da personalidade e/ou psiquiátricos ainda denota controvérsias, não existindo ainda um “perfil psicológico” do fumante.
Fica clara então a importância do tratamento globalizado á pessoa fumante, para que esta possa receber o atendimento clínico de abordagem bio-psicossocial, entendida como a mais adequada a pessoa tabagista, onde o psicólogo e a psicoterapia desempenham papel importante no processo terapeutico.
“Educação para a Saúde é um conceito do presente
e do futuro... porque esperamos?”
23.5.10
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