1.5.11

Luto e Psicologia

O luto é uma das experiências mais universais desorganizadoras e assustadoras que vivem o ser humano. Entretanto,é a forma como individuo irá viver seu luto que identificará um surgimento de uma patologia (melancolia), ou um desenvolvimento de um processo normal de perda.
Desde criança,segundo Melanie Klein (1981), temos absoluto acesso as experiências do luto. No processo de aleitamento materno e por acasião de desmame é que vamos ter esse acesso e que nos ajudará num desenvolvimento normal do luto. Á maneira como se aprende a lidar com este luto ainda criança é que vai nos dar condições de elaborarmos novos lutos na vida adulta. Esta seria a "prova da realidade", descrita por Freud (1916), Melanie Klein (1981). Aprendemos desde criança que podemos ultrapassar tristezas, apoiando-nos nos outros e nas novas experiências que enfrentamos no decorrer de nossas vidas.

Passamos por essas fases de luto muitas vezes em nossas vidas, fazendo-se necessário olharmos para nós mesmos e reinvestirmos nossa energia vivendo dia-a-dia até que tenhamos ultrapassado esses momentos difíceis. Podemos, no entanto, aprender a conviver com a dor.

Se o trabalho psiquico com o luto for bem sucedido, pode-se gerar a transformação (sublimação), em um movimento positivo que permitirá nova maneira de nos ajudar a lidar com o mundo, assim como, com nós mesmos. Desta forma vamos percebendo que a perda e/ou morte faz parte da vida

Por fim, o mais importante é ressaltar que o profissional precisará diferenciar o processo de luto normal da melancolia ou luto patológico e, assim, traçar um diagnóstico mais eficiente do cliente oferecendo um tramento eficaz .


Referências Bibliograficas:

Freud, S. Luto e Melancolia. Edição Standard Brasileira das Obras Completas de Sigmund Freud, vol. XIV, Imago, Rio de Janeiro, 1914-1916.

(Fonte de Pesquisa- Internete)