24.5.12

Palpites das Vovós na Educação dos Netos
 É preciso lembrar sempre que os mais velhos têm sim mais experiência e, conseqüentemente, maior tranqüilidade para lidar com as crianças, principalmente os pequenininhos. E mais, a ajuda extra (e de confiança) pode ser divina. Mas é fundamental estabelecer limites, mostrar que os papéis mudaram - e que a mãe agora é avó. A melhor maneira de contribuir na formação da educação e do caráter do seu neto é partir do princípio do respeito; antes de qualquer coisa acatar a opinião e o desejo dos pais na educação do seu neto, contribuindo com carinho, apoio e atenção quando se fizer necessário. "É importante que avós sejam avós", ou seja, não tenham a responsabilidade de educar. Ao invés de travar uma batalha em torno da criação do neto, o melhor que pais e avós têm a fazer é unir forças em prol deste único objetivo. "É importante que os novos pais escutem o que seus pais e sogros têm a dizer, além de agradecer a ajuda devem dizer que pensará a respeito. Os avós não se devem privar de dar suas opiniões. Os filhos (noras e genros) devem escutar e, quem sabe, até seguir alguma idéia, afinal pode ser uma boa ajuda . Há casos específicos em que a convivência com os avós são de extrema importância, como quando as crianças passam pelo trauma da separação dos pais, por exemplo. E a participação das avós tomam outras dimensões. É importante lembrar que, muitas avós, precisam de atenção especial, principalmente quando já estão idosas. Portanto não se deve atribuir a elas a responsabilidade de educar as crianças, mesmo quando elas insistam em fazê-lo. O que é comum hoje, já que a família brasileira mudou, é todos morarem juntos, pai, mãe, filhos, avós, sogra. E, para que esta convivência não se torne um transtorno familiar, alguns cuidados devem ser tomados. Neste caso, nada melhor do que o diálogo permanente e a definição de papéis: ¬_ "Quem manda são os pais e, por mais que não estejam sempre em casa," estes , devem dizer como querem que se realizem as tarefas e os cuidados com seus filhos. As famílias não são iguais, portanto não há fórmula que defina melhor essa relação. O importante é não deixar de se conversar, dizer o que se pensa. Basta não se esquecer da delicadeza e do respeito que envolve esta questão; oferecer ajuda sempre que esta for necessária, lembrando que, a responsabilidade pelas decisões com relação aos filhos é de seus pais.
Maria de Fátima Campany

17.5.12

Marcos de desenvolvimento: Fala

A fala Seu bebê vai aprender aos poucos a usar palavras para descrever o que vê, ouve, sente e pensa na medida em que completa saltos de desenvolvimento mental, emocional e comportamental. Os pesquisadores agora sabem que, muito antes de um bebê murmurar sua primeira palavra, ele aprende as regras da linguagem e percebe como os adultos a usam para se comunicar. As crianças aprendem a falar durante os dois primeiros anos de vida. Seu bebê começará usando a língua, os lábios, o céu da boca e qualquer dente que esteja aparecendo para produzir sons ("os" e "as" no primeiro ou no segundo mês; os murmúrios começam pouco depois). Logo, esses sons se tornam palavras de verdade (um "mamã" ou um "papá" pode escapar sem querer entre os 4 e os 5 meses, levando lágrimas aos seus olhos -- quem se importa se foi intencional ou não?). A partir daí, seu bebê vai aprender mais palavras com você, com seu parceiro e com quem mais estiver perto dele. Entre 1 e 2 anos, ele começará a formar frases com duas ou três palavras. O choro do seu filho ao nascer é a primeira incursão que ele faz no mundo da linguagem. Naquele momento, ele expressa o choque de sair do confinamento gostoso do útero e de estar em um lugar desconhecido. A partir de então, vai absorvendo os sons, os tons e as palavras que moldarão a forma com que ele vai falar. A fala está ligada de forma direta à audição. Quando ouve as outras pessoas conversarem, o bebê aprende os sons das palavras e como as frases são estruturadas. De fato, muitos pesquisadores acreditam que o trabalho de compreender a linguagem começa enquanto o bebê está no útero. Assim como antes de nascer o bebê se acostuma ao compasso dos batimentos do seu coração, ele entra em sintonia com o som da sua voz. Dias após o nascimento, é capaz de discernir a sua voz das dos demais. De 1 a 3 meses: A primeira forma de comunicação do seu filho é o choro. Um grito agudo pode significar fome, enquanto choramingos curtos e repetidos podem assinalar a necessidade de trocar a fralda. Depois de algum tempo, o pai e a mãe aprendem a reconhecer os diferentes tipos de choro, para atender melhor às necessidades da criança. Dá para distinguir o choro de cólica do choro de fome, por exemplo. À medida que o bebê cresce, vai desenvolvendo um repertório delicioso de gorgolejos, suspiros e arrulhos, tornando-se uma minifábrica de som. Sobre a capacidade de entender a linguagem, os linguistas dizem que os bebês de até 4 semanas são capazes de fazer a distinção entre sílabas similares, como "ma" e "na". Quatro meses: Neste ponto, seu filho vai começar a balbuciar, combinando consoantes e vogais (como "dadá" ou "babá". Os primeiros "mama/ã" e "papá" podem escapar aqui e ali, e embora certamente façam você e seu companheiro se derreterem todos, não significam que o bebê já relacione direito as palavras a vocês. Isso vem depois, quando ele estiver com quase um ano. As tentativas dele de falar vão parecer um jorro de monólogos em outra língua qualquer, infindáveis torrentes de palavras. A vocalização é uma brincadeira para a criança, que faz experiências usando a língua, os dentes, o céu da boca e as cordas vocais para produzir todo tipo de sons engraçados. Ela se diverte quando descobre que é ela quem faz tudo aquilo, fica estimulada a repeti-los e a procurar novos barulhos. Nesse estágio, os balbucios têm os mesmos sons, não importa se a família do bebê fale português, inglês, francês ou japonês em casa. É possível perceber uma preferência da criança por determinados sons ("ca", "da" ou "auá", por exemplo), repetidos por ele sem cessar porque ele gosta do jeito como soam e da sensação na boca que eles produzem quando são pronunciados. De 6 a 9 meses: Quando a criança balbucia e emite sons, eles até parecem fazer algum sentido. Isso ocorre porque ela passa a usar tons e padrões similares aos que você usa. Estimule o seu bebê a balbuciar lendo para ele, cantando e conversando. De 1 ano a 1 ano e 5 meses: Ele usa uma ou mais palavras e sabe o que elas significam. Pratica até mesmo a inflexão, elevando o tom ao fazer uma pergunta, como "co-lo?", quando quiser ser carregado, por exemplo. A criança percebe a importância da fala e o enorme poder que representa o fato de ser capaz de expressar suas necessidades. De 1 ano e meio a 2 anos: O vocabulário pode incluir até 200 palavras, muitas delas nomes. Entre 1 ano e meio e 1 ano e 8 meses, as crianças aprendem uma média de dez ou mais palavras por dia. Algumas aprendem palavras novas a cada 90 minutos, uma média impressionante. Cuidado, portanto, com o que diz na frente do seu filho! Ele vai também juntar duas palavras, formando frases básicas como "É meu" (bem típica do comportamento possessivo dessa fase!). Aos 2 anos, usará frases com três palavras e cantará canções simples. O senso de identidade dele vai amadurecer e ele começará a falar sobre si -- do que gosta e do que não gosta, o que pensa e sente. Os pronomes podem confundi-lo e é possível que você o pegue dizendo "nenê fez", em vez de "eu fiz". De 2 a 3 anos: A criança terá um pouco de dificuldade para empregar o volume apropriado para falar, mas logo aprenderá. Também começará a desvendar os macetes dos pronomes, como "eu" e "você". Entre 2 e 3 anos, seu vocabulário aumentará para até 300 palavras. Ela usará nomes e verbos juntos para formar frases completas, embora simples, como "Eu quero agora". Quando fizer 3 anos, seu filho usará a fala com mais sofisticação. Será capaz de manter uma conversa e ajustar o tom, os padrões de fala e o vocabulário ao parceiro da conversação. Usará, por exemplo, palavras mais simples com outras crianças, mas será mais sofisticado com você. É possível que você já entenda tudo o que ele diz. A maioria das crianças nessa idade é fluente ao dizer o nome e a idade, e responde prontamente a uma pergunta. Nesse estágio, você pode corrigir eventuais palavras ou concordâncias simples ditas pela criança, de preferência repetindo a frase ou palavra do modo correto, sem advertir seu filho por ter falado "errado". À medida que seu filho cresce, ele fica mais tagarela. Você mal vai se lembrar da época em que ele não falava e vai se divertir ouvindo sobre os trabalhos que ele fez na escola, sobre o que a amiguinha Sabrina comeu no almoço, o que ele acha da madrasta da Cinderela e qualquer outra coisa que ocupe a mente dele. Ele também começará a lidar com a habilidade mais complexa da escrita. O que você pode fazer: É simples: converse com seu filho. Pesquisas mostraram que crianças cujos pais falavam bastante com elas na primeira infância tinham um QI significativamente maior que o das outras crianças. O vocabulário delas também se mostrou mais rico que o de crianças que não receberam muito estímulo verbal. Você pode começar já na gravidez, de forma que o bebê se acostume com o som da sua voz, o que já pode ir estimulando conexões no cérebro dele. Leia um livro em voz alta ou cante para o bebê enquanto estiver no banho. Tudo bem, é possível que você se sinta estranha fazendo isso. Se for o seu caso, não precisa ficar culpada, ele já ouvirá bastante a sua voz quando você falar com outras pessoas. Quando o bebê nascer, converse enquanto estiver trocando a fralda, dando de mamar ou dando banho, e dê um tempo para que ele responda com um sorriso ou olhando nos seus olhos. Um bom jeito de começar é simplesmente descrever o que você está fazendo: "Agora a mamãe vai colocar você na água quentinha (e assim por diante)". Por volta dos 5 meses, você poderá perceber que ele presta atenção aos movimentos da sua boca. Continue falando e em breve ele começará a tentar conversar também. É impossível não usar um certo "tatibitate" ao falar com o bebê, e ele tem lá sua função afetiva, mas procure usar também frases reais, no mesmo tom de voz e com o mesmo vocabulário que usaria com um adulto. Seu filho só aprenderá a falar se você ensiná-la a fazer isso. Não há motivo para evitar o uso de palavras complicadas. Embora talvez precise simplificar a forma como fala para que seu filho compreenda o que você quer dizer, a melhor maneira de ele aumentar o vocabulário é escutando você usando novas palavras. Ler é uma ótima forma de ajudar a desenvolver as habilidades de linguagem do seu filho. Os bebês vão adorar o som da sua voz, as crianças maiorzinhas vão aproveitar as histórias e mais tarde podem até mesmo interrompê-las para dizer o que está acontecendo ou dar algum palpite. Quando se preocupar Bebês com problemas de audição param de balbuciar por volta dos 6 meses. Se o seu não emite nenhum som (nem mesmo tenta fazê-lo) nem olha nos seus olhos, consulte seu médico. Embora algumas crianças comecem a formar palavras com 9 meses, muitas vão fazer isso só depois do primeiro aniversário, até 1 ano e 3 meses. Se o seu filho ainda não fala nenhuma palavra com essa idade, ou você ainda não consegue entender nenhuma palavra do que ele diz, converse sobre o assunto com o pediatra. Só ele poderá fazer uma avaliação individualizada, de acordo com as características do seu filho. Se até os 3 anos seu filho continuar a comer consoantes (dizendo "asa" para "casa", por exemplo) ou a substituir um som ou uma sílaba por outra (dizendo "papato" em vez de "sapato", por exemplo), vale a pena conversar com o pediatra, que, dependendo do caso, pode recomendar uma avaliação fonoaudiológica. O profissional da área poderá orientá-la para fazer exercícios em casa ou indicar uma terapia. Às vezes pequenas atitudes, como chamar a atenção para o som errado repetindo a palavra corretamente, já são suficientes para obter bons resultados. Se seu filho disser: "Qué pô o papato", você pode responder: "Ah, você quer pôr o sapato?" Todas as crianças pequenas gaguejam de vez em quando. Pode ser que estejam aceleradas demais pela vontade de contar o que se passa por sua cabeça que não consigam escolher as palavras certas na hora. A velocidade do raciocínio acaba sendo maior do que a mecânica da fala. Deixe a criança terminar a frase sozinha, sem interrompê-la para ajudar. Apesar de sua intenção ser das melhores, a interrupção poderá soar como um desestímulo. A maioria das gagueiras é transitória, e muitas vezes aparece num momento de ansiedade, como perto do aniversário, do início das aulas ou da chegada de um irmãozinho. Uma gagueira persistente, no entanto, deve ser avaliada por um profissional fonoaudiólogo. A criança em geral faz mais progressos se for avaliada entre 6 e 12 meses após se notar pela primeira vez a gagueira, independentemente da idade. Você também pode pedir ao pediatra a indicação de um especialista. Fonte de Pesquisa Internet- (Escrito para o BabyCenter Brasil)
Construindo e Reforçando a Responsabilidade
 (Criança de 0 a 6 anos)
 A hora do dever de casa é, sem dúvida, um dos momentos mais chatos para a maioria das crianças. Muitas choram, se recusam a fazer e dizem que não sabem a lição. E, quando os pais tentam ajudar, eles ainda reclamam que a mãe está explicando de um jeito diferente da professora. Por outro lado, também há crianças que se tornam excessivamente ansiosas e preocupadas em fazer exatamente como a professora pediu, ou então, em mobilizar a família inteira em suas pesquisas e trabalhos. Muitas coisas podem atrapalhar os deveres de casa como, por exemplo, a televisão, o vídeo-game ou atividades paralelas em excesso. Se os pais ajudam a limitar outras atividades com medidas razoáveis as crianças conseguem se organizar melhor e não correm o risco de prejudicar as tarefas escolares. O objetivo do dever de casa é ensinar a criança a trabalhar por conta própria. Os pais não devem perguntar se ela tem dever de casa e nem oferecer ajuda sem que a criança solicite. Os pequenos aprendem a lição de ser responsável por suas tarefas escolares apenas através da experiência pessoal. Se a criança estiver com um desempenho ruim na escola, restrinja ao máximo todo o tempo de televisão e vídeo-game durante a semana. Explique a seu filho que esses privilégios lhe serão devolvidos após o boletim semanal da professora para confirmar que ele entregou todos os deveres de casa e que as notas estão melhorando. A criança precisa entender que os pais estão fazendo isto para ajudá-lo a organizar melhor o seu tempo. J.Z., que está cursando a segunda série do ensino fundamental, conta que não tem muitas dificuldades com a lição de casa, mas não gosta de ter de fazê-la todos os dias. “Adoro a minha professora, mas não gosto quando ela passa lição pra casa todo dia, pois não dá tempo de brincar”. A mãe de J. diz que ela é bastante estudiosa, porém não gosta muito de fazer os deveres de casa. “Tenho que ficar perguntando todo dia a ela se a professora passou lição para casa. Se eu não perguntar, ela não fala, às vezes deixa de fazer para brincar ou por outro motivo”, conta a mãe. Uma excelente dica para os pais é ensinar a criança a fazer as tarefas mais difíceis primeiro. Reserve as fáceis para quando ela já estiver cansada. Resolva os pontos mais importantes em primeiro lugar. Se o tempo passar rápido, todas as prioridades vão estar concluídas. Faça o que é mais necessário primeiro e termine os itens opcionais depois, mesmo que eles sejam mais agradáveis. É imprescindível que os pais reconheçam a importância dessa atividade e tenham paciência para ajudar a criança. Para suavizar esse momento, que pode se tornar prazeroso ao invés de negativo, jamais tome para si a responsabilidade de fazer as tarefas das crianças. Deixe que ele desenvolva sozinho seu dever de casa e tente ajudar somente quando ele pedir! Fonte de Pesquisa Internet- Autoria de Rafaela Rosas